O estudo da TTR, feito em conjunto com a Aon, revelou que o Brasil é um dos líderes de países mais ativos em fusão e aquisição (M&A). Foram ao todo 868 operações, uma baixa de cerca de 34% em comparação com o primeiro semestre do ano anterior.
Somando, o capital mobilizado, em relação aos termos interanuais, foi de US$ 18,135 bilhões, um valor 44% menor do que o analisado em 2022. O levantamento ainda destacou que o Brasil participou da transação mais relevante do primeiro semestre deste ano, a que envolveu a empresa Actis.
A instituição britânica de private equity foi responsável por adquirir 11 data centers da empresa Nabiax, que está sob controle da Asterion Industrial Partners e tem participação da empresa Telefônica.
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A TTR ainda disponibilizou informações sobre os setores que mais realizaram investimentos, são eles:
- Software e serviços de TI;
- Internet;
- Consultoria profissional de suporte ao negócio (Business & Professional Support Services);
- Softwares específicos para determinadas indústrias; e
- Demais serviços financeiros.
É válido destacar que os softwares voltados para determinadas indústrias teve uma baixa de 46% o que quer dizer que o setor foi o que menos obteve interesse em investimento neste semestre de 2023.
Os Estados Unidos é um dos países que mais se preocuparam em realizar a fusão e aquisição de empresas brasileiras. Foram cerca de 71 transações com valor de US$ 2,380 bilhões.
Em segundo lugar, na lista de interesses, está o Reino Unido, que teve 26 transações no valor de US$ 1,581 bilhões. Logo em seguida estão a Alemanha, com cerca de 10 operações custando US$ 1,487 bilhões, e Portugal com 8 operações no valor de US$ 1,166 bilhões.
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Conforme revela Thiago Lang, diretor de M&A and ESG Solutions para Aon no Brasil, “devido ao tamanho e a estabilidade do nosso mercado, desde recursos naturais à nossa localização estratégica, o Brasil tem sido tradicionalmente a opção preferencial para M&A de empresas na América Latina. Embora tenhamos lidado recentemente com conflitos geopolíticos globais, inflação, altas taxas de juros e mudanças políticas e econômicas, podemos visualizar a retomada de investimentos no setor de energia, especialmente as renováveis, como reflexo do movimento de Transição Energética e ESG.”
Foram 1447 transações para os países da América do Sul, valor que engloba as operações de empresas fechadas e as anunciadas. No total o valor agregado chegou a US$ 35,671 bilhões, uma baixa de 23% e 30%.
Com o estudo é possível perceber uma retomada do mercado transacional, conforme revelou o head of M&A and Transaction Solutions para a América Latina na Aon, Felipe Junqueira.
Outros tópicos que influenciam neste cenário e contribuem para o aumento das transações nos próximos meses, é a busca do mercado chinês por operações na América Latina e o grau de Dry Powder de grande parte dos investidores de private equity. Assim como as teses de investimento feitas para certos mercados ou para os mais recentes.
Fonte: Monitor do Mercado